A quimioterapia é o tratamento que utiliza compostos químicos, denominados quimioterápicos, para combater as doenças. Quando utilizada para o câncer, ela é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.

Para saber tudo sobre quimioterapia, vamos ao início de tudo. Tudo começou com as Guerras Mundiais, onde o primeiro quimioterápico antineoplásico, desenvolvido a base de gás de mostarda, foi utilizado como arma química. Soldados que foram expostos a esse agente, vieram a ter hipoplasia medular e linfoide, levando ao seu uso no tratamento de linfomas malignos. Em 1946, estudos clínicos feitos com derivados da mostarda nitrogenada e ácido fólico em crianças com leucemia, significaram muito para o avanço dos tipos de quimioterapia.

Hoje, já existem compostos mais ativos e menos tóxicos. Os inúmeros avanços médicos nesse campo durante os últimos dez anos, têm ajudado bastante a aplicação de outros tipos de tratamentos para o câncer e permitido uma taxa de cura maior.

Tipos de quimioterapia

A quimioterapia pode ser realizada com a aplicação de um ou mais agentes quimioterápicos. A utilização da monoquimioterapia se tornou defasada em induzir resultados significativos, na maioria dos tumores, sendo atualmente de uso raro.

O que chamamos de poliquimioterapia tem efetividade comprovada e seu objetivo é atingir diferentes células em diferentes fases do ciclo celular, utilizando a ação sinérgica das drogas para diminuir o desenvolvimento de resistência e aumentando a resposta por dose administrada. Também pode ser usada em combinação com cirurgia e radioterapia.

De acordo com suas finalidades, podemos classificar os tipos de quimioterapia como:

– Curativa: quando seu objetivo é controlar completamente o tumor, como no caso de linfoma de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas de testículo, coriocarcinoma gestacional e outros tumores.

– Adjuvante: quando é feita após a cirurgia curativa, seu objetivo é esterilizar células residuais locais ou circulantes, reduzindo as chances de metástases. Um exemplo é quando aplicada após câncer de mama operado estágio II.

– Neoadjuvante ou prévia: para obter redução parcial do tumor, visando uma intervenção cirúrgica e/ou radioterapia.

– Paliativa: sem finalidade curativa. Utilizada apenas para melhorar a qualidade de sobrevida do paciente. É o caso da quimioterapia aplicada em carcinoma indiferenciado de pequenas células do pulmão.

Sintomas da quimioterapia

Como os agentes quimioterápicos não agem de forma exclusiva sobre as células tumorais, há alguns efeitos colaterais. A medula óssea, os pelos e a mucosa do tubo digestivo também são atingidos. Porém, como as células saudáveis apresentam um tempo de recuperação previsível, oposto das células atingidas pela doença, torna possível a aplicação repetitiva da quimioterapia, desde que seja observado o intervalo de tempo necessário para que a medula e a mucosa se recuperem. É por isso que a quimioterapia é realizada em ciclos.

Os efeitos tóxicos dos compostos quimioterápicos dependem de concentração plasmática e do tempo de exposição. O nível de toxicidade varia de acordo com os tecidos e tipo de droga. Não são todos os quimioterápicos que causam efeitos indesejados como náuseas, diarreia, mielossupressão e alopecia.

Quimioterapia via oral

Essa forma de tratamento pode ser administrada em casa, sem necessidade de deslocamento até uma clínica de quimioterapia. Foi um grande avanço em relação aos métodos tradicionais já conhecidos, por ser menos agressivo.

A quimioterapia via oral já é recomendada para vários tipos de câncer. Em alguns casos pode até substituir totalmente a intravenosa, em outros, serve como complemento. Há quadros na qual ela é a única opção. Câncer de rim, fígado, cérebro e leucemia mieloide crônica, por exemplo, a quimioterapia oral é opção mais efetiva. Para câncer de mama, cólon e pulmão, ela pode até substituir a intravenosa e ainda ser mais vantajosa.

Entretanto, vale a pena lembrar que a quimioterapia via oral é tão complexa e também apresenta efeitos colaterais diferentes, mas também tão importantes como a quimioterapia convencional. Portanto, durante o seu uso o paciente deve ser acompanhado rigorosamente pelo seu oncologista.

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