Tudo começou há mais de um século atrás, em 1881, quando cientistas usaram bactérias para impulsionar respostas do sistema imunológico contra tumores malignos. Porém, foi só em 1980 que uma medicação dessas foi aprovada, e na época, era bem agressiva. Hoje, os remédios imunoterápicos agem de várias maneiras – a principal envolve os denominados inibidores de pontos de verificação imunológicos. Chamamos de pontos o que na verdade são moléculas especializadas que tem a função de freios no sistema imune, afirmando que as células protetoras sejam utilizadas só quando necessárias.

O mecanismo é de suma importância, pois batalhões de defesa descontrolados, que agem sem presença de algum inimigo, podem ser perigosos, causando doenças autoimunes.

A questão é que células cancerosas podem enganar os pontos de verificação. Nessa realidade, o sistema imune não nota a presença do câncer como uma ameaça, deixando-o evoluir. Para isso existe a imunoterapia: bloqueando o sistema, ela faz com que o próprio organismo combata o tumor.

A imunoterapia é o tratamento que estimula o sistema imunológico, por meio da utilização de compostos modificadores da resposta biológica. As reações desse sistema podem ser consequência da interação entre antígeno e anticorpo ou ainda de mecanismos envolvidos na imunidade intercedida pelas células.

A produção de anticorpos está diretamente ligada aos linfócitos B, enquanto a imunidade intercedida pelas células tem relação com os linfócitos T. Monócitos e macrófagos também são células efetoras de imunidade, auxiliando na facilitação das atividades dos linfócitos T e dos modificadores da resposta biológica, tendo como exemplo a interleucina. Na imunoterapia, mais de setenta atividades biológicas distintas são intercedidas por produtos de linfócitos, monócitos e macrófagos. Classificamos como fatores auxiliares, reguladores de crescimento, supressores e citotóxicos.

Há tempos é reconhecida a relação entre competência imunológica e evolução do câncer. Especialmente, a diminuição da atividade das células supressoras que vem sido usada em pacientes com câncer de ovário, neuroblastoma, carcinoma hepatocelular, melanoma, entre outros.

Tipos de imunoterapia

A imunoterapia é classificada como ativa e passiva, dependendo das substâncias que são aplicadas e seus mecanismos. Na ativa, substâncias estimulantes e restauradoras da função imunológica (inespecífica) e vacinas de células malignas (específica) são aplicadas com a finalidade de aumentar a resistência ao crescimento do tumor. A imunoterapia específica ainda pode ser autóloga ou heteróloga.

Na imunoterapia adotiva (passiva), anticorpos antitumorais ou células mononucleares exógenas são administradas, objetivando favorecer a capacidade imunológica de combate ao câncer.

A Neo Saúde tem a melhor equipe e estrutura para o tratamento de imunoterapia. Nossos profissionais têm como objetivo melhorar a qualidade de vida de cada paciente que passa pela clínica.

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